Saque de R$ 30,4 milhões ainda não foi resgatado em Valores a Receber no Banco Central
Valor recorde pertence a pessoa jurídica e segue disponível no Sistema de Valores a Receber do Banco Central desde 2022

Valores considerados dinheiro esquecido em bancos continuam disponíveis para resgate no Brasil. Segundo dados atualizados do Banco Central (BC), o maior montante não sacado soma R$ 30,4 milhões.
Esse valor está registrado no Sistema de Valores a Receber (SVR) e pode ser retirado desde janeiro de 2022. A quantia pertence a uma pessoa jurídica e ainda não foi movimentada.
De acordo com o BC, esse montante integra o grupo de 1,78% dos valores acima de R$ 1.000 que permanecem esquecidos em instituições financeiras.
Maior valor esquecido por pessoas físicas ultrapassa R$ 11 milhões
Entre as pessoas físicas, o maior valor ainda disponível para saque chega a R$ 11,2 milhões. Assim como no caso das empresas, o recurso segue parado no sistema oficial do Banco Central.
Caso os dois maiores valores fossem resgatados, a soma representaria apenas 0,48% do total de R$ 8,56 bilhões disponíveis atualmente para devolução.
Portanto, mesmo cifras milionárias têm impacto limitado diante do volume total de recursos esquecidos em bancos no país.
Leia também: Valores a Receber: saiba como consultar e resgatar dinheiro esquecido em bancos
Valores já resgatados mostram saques milionários
Embora muitos recursos sigam parados, alguns resgates expressivos já foram realizados por meio do SVR do Banco Central.
O maior saque já registrado por pessoa jurídica alcançou R$ 3,3 milhões, efetuado em março do ano passado.
No caso das pessoas físicas, o maior valor retirado foi de R$ 2,8 milhões, sacado em julho do ano anterior.
Outros resgates relevantes também foram registrados, conforme levantamento oficial.
Maiores valores já resgatados no SVR
- R$ 3,3 milhões – Pessoa Jurídica
- R$ 2,8 milhões – Pessoa Física
- R$ 1,9 milhão – Pessoa Jurídica
- R$ 1,6 milhão – Pessoa Física
- R$ 791 mil – Pessoa Jurídica
- R$ 610 mil – Pessoa Física
Esses números demonstram que, embora raros, saques de alto valor ainda ocorrem dentro do sistema.
Milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido
Segundo o Banco Central, cerca de 42 milhões de pessoas físicas ainda possuem algum valor esquecido em contas bancárias.
Além disso, mais de 3,6 milhões de pessoas jurídicas também aparecem como titulares de recursos não movimentados.
Entretanto, a maior parte desse montante é composta por valores baixos, muitas vezes ignorados pelos titulares.
Do total disponível para resgate, 63% correspondem a valores de até R$ 10, o que soma aproximadamente R$ 5,3 bilhões esquecidos.
Distribuição dos valores esquecidos no sistema
A divisão dos valores mostra que quantias menores predominam no Sistema de Valores a Receber, enquanto montantes elevados representam parcela reduzida.
Confira a proporção dos valores esquecidos:
- Até R$ 10: 63,01%
- De R$ 10,01 a R$ 100: 25,32%
- De R$ 100,01 a R$ 1.000: 9,88%
- Acima de R$ 1.000,01: 1,78%
Assim, embora os maiores valores chamem atenção, a maior parte do dinheiro esquecido envolve quantias pequenas.
Dinheiro esquecido pode ser transferido ao governo
Um novo capítulo envolvendo o dinheiro esquecido em bancos foi aberto recentemente no Congresso Nacional.
Na última quinta-feira (12), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que autoriza a transferência de até R$ 8,5 bilhões esquecidos para os cofres públicos.
A proposta prevê que titulares de contas bancárias sem movimentação terão até 30 dias após a publicação da lei para solicitar o resgate dos valores.
Caso o prazo seja encerrado sem solicitação, os recursos poderão ser incorporados ao Tesouro Nacional.
Projeto aguarda decisão do presidente
O texto aprovado segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Se a proposta for sancionada integralmente, as novas regras passam a valer conforme o previsto no projeto.
Em caso de veto presidencial, caberá ao Congresso Nacional decidir se o veto será mantido ou derrubado.
Enquanto isso, o Sistema de Valores a Receber do Banco Central continua disponível para consultas e solicitações de saque.
Atenção aos prazos e consultas oficiais
O Banco Central reforça que a única forma segura de verificar valores esquecidos é por meio do canal oficial do SVR.
Com a possível mudança na legislação, a atenção aos prazos passa a ser essencial para evitar a perda definitiva dos recursos.
Mesmo valores considerados baixos podem ser resgatados, evitando que permaneçam esquecidos ou sejam destinados ao governo.
Assim, a recomendação é que cidadãos e empresas façam a consulta e acompanhem as atualizações sobre o tema.
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